Incontinência Fecal

 

defecandoA incontinência fecal (IF)  pode ser conceituada como a perda do controle esfincteriano ou a inabilidade de postergar uma evacuação em situações que socialmente não são adequadas,  resultando em perdas inesperadas de gás, fezes líquidas ou sólidas em indivíduos acima de 4 anos.  A IF acomete cerca de 0,5% da população aumentando para 2,2,% nos idosos. È mais comum em mulheres devido os partos vaginais traumáticos.

A IF é um problema sério pois compromete as atividade normais do indivíduo , causando constrangimento, depressão e afastamento social.

As causas da IF podem estar associadas a disfunções no aparelho digestivo (síndrome do intestino irritável, enterocolites, etc) ou a lesões do assoalho pélvico (ruptura de fibras do músculo esfíncter anal externo, fraqueza do músculo puborretal), sendo estes últimos causados por traumas, doenças neurológicas ou esforços repetitivos em pessoas constipadas (prisão de ventre)

O diagnóstico da IF é feito através da avaliação  feita pelo proctologista incluindo os exames complementares como ultrassonografia endoanal, defecografia (um exame onde se coloca uma pasta radiopaca no reto e observa-se  como o paciente defeca – serve para verificar se o paciente tem hérnia na parede do reto) e manometria anorretal (serve para avaliar a pressão gerada pelo reto em repouso e durante a contração dos músculos do assoalho pélvico).

O tratamento da IF constitui de fisioterapia do assoalho pélvico, cirurgia, treino com balonetes (para melhorar a sensibilidade do reto ou em alguns casos o tratamento medicamentoso.

 

 

Constipação

 

A constipação (prisão de ventre) é um problema digestivo comum, principalmente em mulheres. O termo constipação pode ter uma variedade de significados. Os pacientes podem usar o termo para indicar a ausência da sensação de urgência em defecar, a diminuição dos movimentos intestinais, dificuldade na passagem das fezes (que geralmente aparecem fracionadas e em pequena porção), sensação de esvaziamento incompleto do reto ou um tempo prolongado no toalete para  conseguir defecar.

Os movimentos intestinais que promovem o desejo de defecar podem ser considerados normais entre 3 vezes ao dia  e 3 vezes por semana.  Uma pessoa é considerada constipada quando está abaixo desta  faixa.  

Alguns fatores podem levar uma pessoa a ficar constipada. Condições como dieta, medicamentos, distúrbios hormonais, doenças neuromusculares, alteração dos movimentos do intestino grosso (cólon) ou o aumento da atividade dos músculos do assoalho pélvico podem estar associados a constipação.

O diagnóstico de constipação é feito através da queixa do paciente, mas a sua  causa deve ser investigada através do exame clínico e exames complementares como: o estudo do tempo de trânsito colônico  (através de marcadores que são ingeridos pelo paciente e acompanhados através de  imagens seqüenciadas de raios x) ou a eletromiografia (verifica-se a atividade dos músculos responsáveis pelo fechamento do reto e ânus.

Procedimentos simples como modificação da dieta, aumento da ingesta de líquidos, fazer exercícios físicos e controlar as idas ao banheiro podem ajudar a reduzir a constipação. Outros recursos como o uso de laxativos e treinamento do assoalho pélvico podem também ser usados como tratamento, mas sua indicação depende da avaliação do caso clínico do paciente.  

 

 
 
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